segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
para quê
arriscar rios de amor, desperdiçar tempo percioso de uma vida curta e perder tudo de uma vez só? para quê deixar as pessoas tão á quem da realidade, fantasiando-as com sonhos ridiculos, que cego de amor, se acredita? porque não esperar pelo momento certo, na altura certa e á fracçao de segundo certa e apenas, reagir? num acto pequeno ou simples, sem grandes alaridos? para quê histórias bonitas em finais desvastosos, e porque não, histórias realistas com finais ainda mais realistas e com o mesmo devido amor? porque é que não abres o olho e percebes que que esses jogos manhosos já não pegam em pleno século vinto e um? a menos que, queiras enganar alguém com idade para ser tua mãe ou avó... aí já me mantenho de boca fechada.
sem ajustes

Bom era, se pusesses em prática todas essas expectativas!
Enquando fores um valente de papel e caneta, o galã do nada ou o caração transparente de um corpo visivel ao simples olho humano, de nada adiantará.
Ainda espero pelo principe encantador e sensivel, num cavalo branco e de armadura construida em base de ouro. Que não seja o aborrecido principe que chega no dito cavalo branco, já cansado de tantas voltas e de tantas histórias iguais em que participa, e tudo acontece em fracçoes de segundo. Ou mesmo aqueles principes tecnologicos que vão enchendo a caixa de correio electronico com frases de amor ou daqueles textos completamente melodramáticos e sem ponta de graça.
Quero um amor sem ajustes, que me caiba á medida.
Que me beije a testa com medo das precipitaçoes e com mais amor do que os proprios labios. Que me agarre pelos ombros e que me diga tudo o que sou e tudo o que mereco ser. Que me atira á cara os defeitos e as qualidades, que me aconchegue nos braços e que me abra uma janela mesmo que esteja 0 graus célsius. Que seja o meu sol em dias nublados e a minha lua em dias abafados, que seja o meu tempo e a minha nostalgia. Quero alguém capaz e com maneiras, que ponha em pratica tudo o que planeia.
Agora, faz de contas que isto nao passou de um desvaneio temporário e muda todos os contextos. Faz, só, com que eu acredite na tua história. Serei feliz com pouco, não preciso de excessos.
Bom era, se fosses assim!
Enquando fores um valente de papel e caneta, o galã do nada ou o caração transparente de um corpo visivel ao simples olho humano, de nada adiantará.
Ainda espero pelo principe encantador e sensivel, num cavalo branco e de armadura construida em base de ouro. Que não seja o aborrecido principe que chega no dito cavalo branco, já cansado de tantas voltas e de tantas histórias iguais em que participa, e tudo acontece em fracçoes de segundo. Ou mesmo aqueles principes tecnologicos que vão enchendo a caixa de correio electronico com frases de amor ou daqueles textos completamente melodramáticos e sem ponta de graça.
Quero um amor sem ajustes, que me caiba á medida.
Que me beije a testa com medo das precipitaçoes e com mais amor do que os proprios labios. Que me agarre pelos ombros e que me diga tudo o que sou e tudo o que mereco ser. Que me atira á cara os defeitos e as qualidades, que me aconchegue nos braços e que me abra uma janela mesmo que esteja 0 graus célsius. Que seja o meu sol em dias nublados e a minha lua em dias abafados, que seja o meu tempo e a minha nostalgia. Quero alguém capaz e com maneiras, que ponha em pratica tudo o que planeia.
Agora, faz de contas que isto nao passou de um desvaneio temporário e muda todos os contextos. Faz, só, com que eu acredite na tua história. Serei feliz com pouco, não preciso de excessos.
Bom era, se fosses assim!
sábado, 5 de dezembro de 2009
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Preciso de ti, razão de sempre.
Tenho sede de ti. Tenho uma vontade incontrolável de te ter. É como uma droga, mas mil vezes pior. Prefiro morrer a não te ter, prefiro pensar que te encontrarei no céu, do que estar aqui e saber que não estou completa, nem muito menos feliz. Estou aqui - pelo menos dizem que sim -, mas é como se não estivesse. Esqueci-me do meu nome, já só sei o teu. Esqueci-me de onde venho e onde estou, só sei o que tu és - alguém cuja alma me pertencia. Eras completamente meu, e eu era completamente tua. Ao partir, deixaste-me a morrer. Deixaste-me "aqui e ali" ao mesmo tempo, deixaste-me friamente sozinha. Vejo-te a cada movimente que dê, vejo-te e relembro como foi bom saber que estavas ao meu lado. Como foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, o dia em que te conheci. O dia em que entras-te para sempre, dentro de mim. O dia em que percebi, que nada igualara o sentimento que nutria por ti, que nunca tinha sentido por ninguém, o que até á data, sentia por ti. Era algo inexplicável, quase como impossivel. Não havia razão, nem explicação. Eras como mais do que metade de mim, eras como a minha alma, eras como a razão da minha existência. Até á data, nunca tinha notado isso a ninguém, nunca me tinha entregado a ninguém, como me entreguei, de corpo e alma, a ti. Nunca me tinha despido de preconceitos por ninguém, por alma alguma. E mais do que isso, eu dei-me a ti. E tu partis-te, sem motivo, sem explicação. Simplesmente, morres-te. Morres-te, apenas -como se fosse pouco - mas não foste só tu que morres-te. Mataste-me também, no dia em que deixei de ouvir o teu coração bater. Senti-me esmagada pela pressão das minhas próprias palavras, pelo tempo interminável que ficaria junto a ti. Eu morri - sinto isso, como sentia que eras meu - mas permaneço em Terra. Como é possivel? Estou aqui, mas não estou. Não tenho alma, tu levaste-a contigo. E nem que me dêm uma nova oportunidade de viver, uma nova razão - que nunca se igualaria a ti -, aproveito. Não quero estar aqui, sem ti. Não quero sentir, a cada piscar de olhos que dou, a vontade de te beijar, de dizer como és/foste/serás (sempre) a pessoa mais linda - ao meu ver - de todos os tempos e de todos os que viram. A unica pessoa, que com um olhar, dava-me a cada dia, uma nova razão para continuar a viver, para o meu coração continuar a bater. Parece mentira a maneira que eu te venero. Eu já nem digo amar, é mais do que isso. É algo que me faz abraçar-te e nunca mais - e repito, nunca mais - te largar.
Estou no mesmo sitio, sentada, á não sei quanto tempo. Vejo as estações do ano a mudar, vejo pessoas a sorrir todos os dias, a passear o seu animal de estimação e crianças a brincarem, e o mais doloroso - casais. E não tenho fome, nem sede, apenas de ti. Não quero ser feliz, sabendo que não estás aqui para me ver sorrir, não quero ninguém, só tu. Eu já nem quero a minha alma, fica com ela o tempo que quiseres. Só quero um sorriso teu, só quero viver e saber que estás aqui, sempre que eu fraquejar e me sentir sozinha. Saber que tudo o que fizer, vais-me apoiar e estar aqui se correr mal. Eu só te quero a ti! Tu, tu, tu, tu, tu. Mais nada importa, sem seres tu. E devo estar para aqui a repetir palavras como uma desesperada, e quem as estiver a ler, a se sentir estranhamente grata por existir. Pena, tenho a certeza. Mas não, não quero gente penosa sobre mim, eu só o quero. Não quero palavras cheias de conforto e talvez algum amor, nunca é o suficiente, nunca se igualará ao que eu sinto por ele, e ao que ele sentia por mim. Eu só não me mato, só não ilemino com o que resta de mim, porque não tenho força. Não sinto o corpo, não sinto o frio, nem o calor. Não sinto que estou aqui, mas sei que estou - porque se não estivesse, ele vinha ter comigo, com as suas asas que eu sempre vi, mas que agora o céu lhe deu. E eu juro que ganhava forças, não sei de onde, mas ganhava-as e correria até ele e, se a força assim me permitisse, abraçava-o como antes, e não o largava nunca mais. As palavras são o que ainda me resta e, ao ponto que estou, já nem sei o significado de algumas delas. Disparo-as como uma flexa, só. Não sei se sou rapaz ou rapariga, eu nem sei se sou humana ou uma máquina. Só sei que tive algures aqui dentro uma alma, e que a dei. Não me arrependo de completamente nada, só gostava de ir para onde ele foi, seja o sitio que for. Nem que seja o pior dos infernos, se o tiver a ele, para mim é mais que um paraíso, é um mundo perfeito onde só existimos nós os dois. É o que eu peço, só peço que me tirem daqui. Que façam de mim "gato-sapato" e que me levem para onde ele foi. Eu não faço cá nada, só ocupo mais um bocado de chão, á tempo indeterminado - eu nem sei se vivo na Terra - e, desperdiçado. Eu podia, neste momento, em vez de estar com os olhos - ou o que é o que me faz "ver" - postos no ar, estar com ele. Podia estar a abraçá-lo, podia estar a tê-lo. Podia voltar a sorrir, podia voltar a ter uma alma, que por mais pequena que podesse ser, me fizesse sentir completa. Que me fizesse sentir não só mais alguém a ocupar espaço, como a pessoa - objecto ou o que seja eu - mais feliz, mais grata pela vida, de todo o sempre, de todos os tempos até hoje, ou de todos os tempos que se seguiram.
Será um pedido assim tão grande, por alguém tão pequeno como eu, transferirem-me para onde ele está? Ou algo que ele tocou, sei lá, eu só o quero sentir.
Preciso de ti, razão de sempre.
Tenho sede de ti. Tenho uma vontade incontrolável de te ter. É como uma droga, mas mil vezes pior. Prefiro morrer a não te ter, prefiro pensar que te encontrarei no céu, do que estar aqui e saber que não estou completa, nem muito menos feliz. Estou aqui - pelo menos dizem que sim -, mas é como se não estivesse. Esqueci-me do meu nome, já só sei o teu. Esqueci-me de onde venho e onde estou, só sei o que tu és - alguém cuja alma me pertencia. Eras completamente meu, e eu era completamente tua. Ao partir, deixaste-me a morrer. Deixaste-me "aqui e ali" ao mesmo tempo, deixaste-me friamente sozinha. Vejo-te a cada movimente que dê, vejo-te e relembro como foi bom saber que estavas ao meu lado. Como foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, o dia em que te conheci. O dia em que entras-te para sempre, dentro de mim. O dia em que percebi, que nada igualara o sentimento que nutria por ti, que nunca tinha sentido por ninguém, o que até á data, sentia por ti. Era algo inexplicável, quase como impossivel. Não havia razão, nem explicação. Eras como mais do que metade de mim, eras como a minha alma, eras como a razão da minha existência. Até á data, nunca tinha notado isso a ninguém, nunca me tinha entregado a ninguém, como me entreguei, de corpo e alma, a ti. Nunca me tinha despido de preconceitos por ninguém, por alma alguma. E mais do que isso, eu dei-me a ti. E tu partis-te, sem motivo, sem explicação. Simplesmente, morres-te. Morres-te, apenas -como se fosse pouco - mas não foste só tu que morres-te. Mataste-me também, no dia em que deixei de ouvir o teu coração bater. Senti-me esmagada pela pressão das minhas próprias palavras, pelo tempo interminável que ficaria junto a ti. Eu morri - sinto isso, como sentia que eras meu - mas permaneço em Terra. Como é possivel? Estou aqui, mas não estou. Não tenho alma, tu levaste-a contigo. E nem que me dêm uma nova oportunidade de viver, uma nova razão - que nunca se igualaria a ti -, aproveito. Não quero estar aqui, sem ti. Não quero sentir, a cada piscar de olhos que dou, a vontade de te beijar, de dizer como és/foste/serás (sempre) a pessoa mais linda - ao meu ver - de todos os tempos e de todos os que viram. A unica pessoa, que com um olhar, dava-me a cada dia, uma nova razão para continuar a viver, para o meu coração continuar a bater. Parece mentira a maneira que eu te venero. Eu já nem digo amar, é mais do que isso. É algo que me faz abraçar-te e nunca mais - e repito, nunca mais - te largar.
Estou no mesmo sitio, sentada, á não sei quanto tempo. Vejo as estações do ano a mudar, vejo pessoas a sorrir todos os dias, a passear o seu animal de estimação e crianças a brincarem, e o mais doloroso - casais. E não tenho fome, nem sede, apenas de ti. Não quero ser feliz, sabendo que não estás aqui para me ver sorrir, não quero ninguém, só tu. Eu já nem quero a minha alma, fica com ela o tempo que quiseres. Só quero um sorriso teu, só quero viver e saber que estás aqui, sempre que eu fraquejar e me sentir sozinha. Saber que tudo o que fizer, vais-me apoiar e estar aqui se correr mal. Eu só te quero a ti! Tu, tu, tu, tu, tu. Mais nada importa, sem seres tu. E devo estar para aqui a repetir palavras como uma desesperada, e quem as estiver a ler, a se sentir estranhamente grata por existir. Pena, tenho a certeza. Mas não, não quero gente penosa sobre mim, eu só o quero. Não quero palavras cheias de conforto e talvez algum amor, nunca é o suficiente, nunca se igualará ao que eu sinto por ele, e ao que ele sentia por mim. Eu só não me mato, só não ilemino com o que resta de mim, porque não tenho força. Não sinto o corpo, não sinto o frio, nem o calor. Não sinto que estou aqui, mas sei que estou - porque se não estivesse, ele vinha ter comigo, com as suas asas que eu sempre vi, mas que agora o céu lhe deu. E eu juro que ganhava forças, não sei de onde, mas ganhava-as e correria até ele e, se a força assim me permitisse, abraçava-o como antes, e não o largava nunca mais. As palavras são o que ainda me resta e, ao ponto que estou, já nem sei o significado de algumas delas. Disparo-as como uma flexa, só. Não sei se sou rapaz ou rapariga, eu nem sei se sou humana ou uma máquina. Só sei que tive algures aqui dentro uma alma, e que a dei. Não me arrependo de completamente nada, só gostava de ir para onde ele foi, seja o sitio que for. Nem que seja o pior dos infernos, se o tiver a ele, para mim é mais que um paraíso, é um mundo perfeito onde só existimos nós os dois. É o que eu peço, só peço que me tirem daqui. Que façam de mim "gato-sapato" e que me levem para onde ele foi. Eu não faço cá nada, só ocupo mais um bocado de chão, á tempo indeterminado - eu nem sei se vivo na Terra - e, desperdiçado. Eu podia, neste momento, em vez de estar com os olhos - ou o que é o que me faz "ver" - postos no ar, estar com ele. Podia estar a abraçá-lo, podia estar a tê-lo. Podia voltar a sorrir, podia voltar a ter uma alma, que por mais pequena que podesse ser, me fizesse sentir completa. Que me fizesse sentir não só mais alguém a ocupar espaço, como a pessoa - objecto ou o que seja eu - mais feliz, mais grata pela vida, de todo o sempre, de todos os tempos até hoje, ou de todos os tempos que se seguiram.
Será um pedido assim tão grande, por alguém tão pequeno como eu, transferirem-me para onde ele está? Ou algo que ele tocou, sei lá, eu só o quero sentir.
Preciso de ti, razão de sempre.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
pequenos grandes sonhos - ou assim

No meio de tantos sonhos, apareces-te tu. Foste o maior, o que mais se destacou. Para mim, não passavas de um sonho que nunca iria ter o seu acordar.
Enganei-me redondamente quando finalmente percebi o porquê das rajadas de mau-humor, a má disposição subita e "inevitavel", como costumavas justificar.
Nunca soube porque te amava tanto, porque queria que nunca desaparecesses, porque desejava tanto que fizesses parte de mim, mais do que ninguém. E ao pensar nas coisas como realmente são, choro. Choro por saber que acordei, e que "inevitavelmente", acontece. Acontece a quem mais se prende, ás mais inseguras de si, ás que amam e que se prendem, sem crer.
Aconteceu-me a mim, e gostava que tivesse acontecido a ti também, aí, podiamos finalmente ser um. Um só. Não pedia mais que isso.
E eu não quero palavras, para que é que elas servem? Para expressar os sentimentos, no papel? Não podemos viver sempre desse modo, por entre sonhos e linhas de diários que têm sempre um cadeado.
Quem quer um pouco de realidade? Eu não vendo, mas sei quem venda e quem a tem a potes, tipo, sei lá. Tu?
Ainda me sinto fria quando não estás, ainda sinto o teu cheiro, por entre tantos aromas. Ainda sinto a tua presença, ainda sinto a tua leve palma a tocar-me no rosto, sinto como se fosse hoje, sinto como se ainda estivesses aqui, ao meu lado. Sinto o teu sorriso amarelo e esquecido, a fugir. Como um pequeno e grande sonho. E mesmo assim, tenho a consciencia que qualquer dia tenho de parar, e vou tentando uma vez ou outra por dia. Ninguém me obriga, mas eu sei que algures aqui dentro - do que quer que eu seija feita - está alguém que consegue - tudo -.
Quem sou eu, então? Não posso ser quem sou, uma simples sonhadora?
Apenas um humano que vive na Terra, e que fez a sua história com base em sonhos?
Sonhos que foram despertando lentamente, até que o pesadelo deu de caras, e fugiu - mas tenho plena consciencia.
Tenho medo que ele volte, e que seda como a futil rapariga que era - ou "inevitavelmente" sou - e que não tenha ninguém que me diga como sofri. Que me relembre como passei os ultimos tempos, como chorei ao vê-lo de longe, por entre memórias. Só tenho as palavras, as recordações.
Então afinal, sonhar e recordar é "inevitavelmente" bom. Basta sabermos quando acordar, quando a opçao é acertada, e quando ter medo de reagir.
Vou adoptar por essa maneira, pode ser que deixe de ser futil, e passe a ser conhecida como o nome que tenho. E não por um humano sonhador, a princesa da Terra Do Nunca.
Mas, inevitavelmente ainda te amo,
meu pequeno grande sonho.
fly away...
Suportas nas asas as cores do mundo,
Se tu consegues e és pequena e tão frágil, porque é que eu (que devo-te assustar mais do que nenhum dos animais que encaras todos os dias) não consigo suportar as lágrimas falsas e as cores inseguras que me sustentam?
Porque é que mesmo ao pousar a medo, pousas sempre? E a tua vida limita-se a um toque mais forte?
E eu que disponho de perlongados anos, que sou protegida por uma familia imensa, desejo, por vezes morrer por uma simples e unica vontade?
No final, somos todos borboletas. Só que ainda não sabemos. Ninguém nos mostrou como é bom suportar as cores do mundo e saber que morrer, pode ser hoje ou mesmo amanhã.
Elas vivem, por flores bonitas ou feias. Nós, vivemos por tudo o que é bonito, e acabamos muitas vezes, por trocar.
Não digas que a vida não te sorri, porque és tu que tens de sorrir para ela. Tal como borboletas livres e pequenas, também tu podes assentar onde te sentires bem. Não interessa o que aparentas e que roupa vestes. Porque, apesar das modas, tu és do Mundo e o Mundo é a tua cor.
Tem sub-sentido e tu percebes-te!
Obrigada pelas palavras, são o meu pequeno suporte.
Com amor & vontade,
Affs.
maravilhas á moda portuguesa
"Até és mais-ou-menos lindo"
Obrigada pelas palavras lindas, e os sorrisos por ti dados. Mas, agora vejo que não passas da pior pessoa á face da Terra. Obrigada pelas facadas que todos os dias me dás, fazendo-me lembrar desses olhares tranquilos e aconchegantes, que não passavam de murros no estômago. Vais ser sempre importante para mim, da pior maneira que encontrar.
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galinhas e afim
Já vi que ninguém é de ninguém, e raro é se devemos o que nunca possuimos. Estamos todos por Deus. É pena é que por ti nem Ele esteja, e ao mesmo tempo, pena? Têm as galinhas.
Com tantas lágrimas de corcodilo que aparentas nessa cara que nem de um humano merecia ser...
Fartei-me & larguei esse vício.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Sem medos
Tenho medo do que possam pensar, tenho medo do mundo que me aguarda anciosamente, tenho medo que a saudade me mate, tenho medo de perder os melhores amigos, tenho medo do inseguro, tenho medo de acreditar sem saber... E sabem porquê ? Porque tudo se resume (resumia) a ti, a minha grande paixão, o meu primeiro namorado. Chamava-se Miguel Lopes e era loiro, olhos azuis, com cabelo á rebelde que andava de skate para se armar em popular. Sim, era. E isso é o que mais me custa dizer, sentir, porque não dá para descrever a dor que eu senti quando me ligaram a meio da noite a dizer que ele tinha morrido num acidente de mota.
Não acreditava e até me tiveram de pôr num psicólogo, ninguém merece. É demasiado mau, terrivel, a sério. Chorei dia após dia, sem parar, não podia parar. Ainda por cima estavamos chateados quando ele morreu, eu sei que a culpa não foi minha mas não me sai da cabeça que ele morreu a detestar-me, e não dá para viver assim. Já me tentei matar, mas é inútil. Vem sempre alguém que me detem, talvez Deus não queira que eu morra já, se calhar ainda me espera realizar muitas coisas, eu sei lá. Mas e ele ? Ele também lhe esperava realizar tanta coisa, morreu tão novo. Tinha um futuro imenso pela frente, e foi preciso ir sair á noite numa estúpida terça feira com aulas no dia a seguir (os pais nem o queriam deixar ir) e ainda por cima em Lx, o que é uma estupidez, para morrer, assim do nada. Numa curva estúpida, numa noite estúpida e com uma namorada ainda mais estúpida.
Depois dizem para esquecer e começar de novo com a minha vida, mas não dá. Entendam, não dá. Gostava e gosto demasiado dele, do meu puto. Pedem-me para não ter mais medo, mas não percebem que o meu maior medo já aconteceu e que agora é inevitavel não querer proteger tudo o que me resta, imploram para parar com os murros ás paredes, com os choros, com os cortes aos pulços, mas não conseguem intender que isso é que me faz quebrar a regra por um bocado e até sabe bem, a sério. Pergunto-me, por vezes, se tenho a culpa de existir meninos negros a morrer á fome, de crianças serem violadas todos os dias, de quererem fazer explodir o mundo, de matarem pobres e enforcarem pessoas sem culpa nem lugar no mundo para viver. E depois dou por mim a bater com a mona na parede feita maluca. Tenho dezassete anos e não quero sair de casa, não quero beber, não sei fumar, só sei fazer coisas que não são para a minha idade. Nos meus anos, disse que ia para uma discoteca com os meus amigos, que a minha nunca viu, óbvia é mentira. Passei a noite na curva onde Ele morreu, injustamente. Tenho tanto medo que tudo se vá, tenho tanto medo que o mundo acabe, tenho tanto medo de o céu desaparecer por um segundo, tenho tanto medo de tudo o que é feliz de verdade. Mas eu tenho de entender que o que lá vai, lá vai. E mesmo que não consiga eu vou insistir, e vou conseguir.
Sem medos, espera por mim amor.
Não acreditava e até me tiveram de pôr num psicólogo, ninguém merece. É demasiado mau, terrivel, a sério. Chorei dia após dia, sem parar, não podia parar. Ainda por cima estavamos chateados quando ele morreu, eu sei que a culpa não foi minha mas não me sai da cabeça que ele morreu a detestar-me, e não dá para viver assim. Já me tentei matar, mas é inútil. Vem sempre alguém que me detem, talvez Deus não queira que eu morra já, se calhar ainda me espera realizar muitas coisas, eu sei lá. Mas e ele ? Ele também lhe esperava realizar tanta coisa, morreu tão novo. Tinha um futuro imenso pela frente, e foi preciso ir sair á noite numa estúpida terça feira com aulas no dia a seguir (os pais nem o queriam deixar ir) e ainda por cima em Lx, o que é uma estupidez, para morrer, assim do nada. Numa curva estúpida, numa noite estúpida e com uma namorada ainda mais estúpida.
Depois dizem para esquecer e começar de novo com a minha vida, mas não dá. Entendam, não dá. Gostava e gosto demasiado dele, do meu puto. Pedem-me para não ter mais medo, mas não percebem que o meu maior medo já aconteceu e que agora é inevitavel não querer proteger tudo o que me resta, imploram para parar com os murros ás paredes, com os choros, com os cortes aos pulços, mas não conseguem intender que isso é que me faz quebrar a regra por um bocado e até sabe bem, a sério. Pergunto-me, por vezes, se tenho a culpa de existir meninos negros a morrer á fome, de crianças serem violadas todos os dias, de quererem fazer explodir o mundo, de matarem pobres e enforcarem pessoas sem culpa nem lugar no mundo para viver. E depois dou por mim a bater com a mona na parede feita maluca. Tenho dezassete anos e não quero sair de casa, não quero beber, não sei fumar, só sei fazer coisas que não são para a minha idade. Nos meus anos, disse que ia para uma discoteca com os meus amigos, que a minha nunca viu, óbvia é mentira. Passei a noite na curva onde Ele morreu, injustamente. Tenho tanto medo que tudo se vá, tenho tanto medo que o mundo acabe, tenho tanto medo de o céu desaparecer por um segundo, tenho tanto medo de tudo o que é feliz de verdade. Mas eu tenho de entender que o que lá vai, lá vai. E mesmo que não consiga eu vou insistir, e vou conseguir.
Sem medos, espera por mim amor.
domingo, 25 de janeiro de 2009
então e as nails ?
Diz-me que sim, eu sou normal ? Eu vejo bem ? Eu estou bem ? Eu gosto de ti ? Eu amo-te ? Eu desejo-te ? Eu quero-te ? Eu avisei no inicio, diz-me que sim, por favor! Responde sempre que sim, é uma obrigação, ou então um pedido, eu já nem sei o que digo nem o que faço, por isso esquece lá isso, faz apenas o que te der na mona que eu vou fazer o mesmo... Não, espera, eu amo-te. O que é que eu estou para aqui a dizer ? A tentar dizer ? Quem vir isto deve pensar que estou maluca mas não, nada disso, eu acho é que estou apaixonada, um pouco pior. Apaixonada, eu ? Que é que eu estou a fazer ? Eu não me posso apaixonar, agora não! Rita, esquece! Tu não estás apaixonada! Oh meu deus, eu estou apaixonada! Totalmente caidinha por aquele bimbo que nem sabe falar... Estarei bem ? Estarei a ir por maus caminhos ? Eu sou uma advogada de respeito e ele um agricultorzeco sem futuro nem dinheiro para nada. Eu sou tão egoista, meu deus. E depois ? Não tem dinheiro ? Então e depois ? Não me apaixonei pelo dinheiro mais sim pelo coração dele, pelos olhos azuis meio que esverdeados, pelo cabelo escuro e a boina castanha com botões pretos á idiota. Mas a minha mãe sempre me disse que eu tinha de casar era com um ricalhaço e que isso é que era vida para mim, se ela souber que eu me envolvi ou que apenas gosto, nem que sejas um bocado, do campónio, ela mata-me, ou melhor, fica bastante desiludida. Eu não quero isso, não! Isto não é vida para mim, não mereco ter uma casa horrivel, sem tecto nem paredes, eu não sou rica, mas tenho o meu dinheiro, que dá para tudo o que quero e preciso... E agora ? Vou namorar com um saloio que nem sabe onde é a Dolce & Gabbana ? Nem a Armani, porque sim, eu preciso de uns óculos para trabalhar e têm de ser os melhores do mercado que é para fazer inveja á Elisabete que tem a mania que é fina só porque tem um casozeco com o patrão, por amor de deus! Será que peço demais ? Ou será que apenas quero o que mereco e nada mais ? Se calhar sou eu que sou uma parva que não sabe o que é amor ou, talvez, é ele que não sabe nada, é um inculto e devia ser diferente, aqueles olhos, aquele corpo... Desperdiçado ! Aqueles olhos ? Aquele corpo ? Sou tão otária ! O que interessa é o coração, e nisso ele é único, espectacularmente único! Então mas e quando eu quiser ir fazer umas nails ? Ele nem deve saber que se pronuncia nèles, ou melhor, quando eu lhe falar da Lacoste (marca mais pirosa) ele até pode achar que é uma marca cara! Eu sou uma parva, pronto. E acabou aqui a conversa. Mas há sempre um mas (infelizmente) no meio de isto tudo. Eu nunca falei com ele mas creio que estou caídinha. Viu-o pela primeira vez nos meus sonhos, era diferente. Era alto e não baixote como ele é, vestia da melhor roupa não esta roupa vulgar de campónio que nunca teve a sua primeira vez, tinha um cabelo loiro e não aquele cabelinho castanho (para variar) á Paulo Bento... Mas o mais estranho é que eu gosto dele assim, na realidade. É bem diferente mas ele sabe quando estou triste e ouve-me acima de tudo, e eu gosto tanto disso. Confio nele, sinto-me capaz e segura com ele. Eu amo-o, e basta de complicações. Amar é um verbo dificil de se dizer mas não tenho medo do que possam pensar, eu posso ter o meu principe com umas tais alterações e vocês ficam com o projecto a meio, cheio de defeitos, pelo menos o meu principe pode não vestir da melhor roupa, pode não saber o que são nails, pode nem sequer saber o que é a Dolce & Gabbana mas ele é o meu principe, e com ele, estou tranquila que nem uma esquila.
momento X
Agora fazes-me rir João André. A culpa foi minha ? A culpa de deixares de seres um atrasado mental também é minha ? Creio que é mais por os teus pais não te terem dado a devida educação. Mas neste momento a culpa podia ser de quem tu bem quisesses que não ia mudar absolutamente nada. Continuarias a ser o parvalhão que se embebedava com pouco, que perdia rios de dinheiro no jogo entre outras futilidades. Mas naquele domingo, á noite, quando me chegas-te a roupa ao pelo, disse para mim mesma que aquilo acabaria no proprio dia, ás 5:34h da matina. Peguei na faca, a chorar, e digo-te seu granda parvalhão, matava-te e riria da situaçao, por tanto mal que me fizes-te.
Perdi tudo por tua causa, perdi o emprego porque chegava sempre atrasada, talvez porque alguém muito imbecil me batia, me mal tratava e me empedia de ir para o trabalho, perdi tanto dinheiro a pagar as tuas dividas de merda...Entre tantas outras coisas, que agora me arrependo como todos os poros na pele que tenho, por tudo e por todos, eu mataria-te se não fosse a Ivone, que chegou mesmo no momento X da situação a perguntar se podia passar lá a noite, porque se não, juro que te matava. Mas essa Ivone é outra que tal. É encornada até dizer chega pelo marido, e já todos sabem mas ela finge que não sabe, patetico. Eu até que não posso falar muito, que eu sei bem que estou marreca pelo peso de cornos que tenho, mas enfim.
Agora acabou tudo, felizmente. Estou livre e tão cedo não me apanham com outro gajo, é tudo marca roscof, nem vale a pena.
Quando eu sentir que é o tal, avanço, mas sempre a medo, não vá esse ser outro, e creio que no momento X não vai haver Ivones para ninguém e lá vou eu ver o sol aos quadradinhos, mas sempre a rir, claro. Não vou dar a minha parte fraca, isso é que era doce! Eu cá não papo meias palavras, já papei com o João e já não papo mais, estou de barriga cheia, muito obrigada.
Até que nem tenho medo de me tornar como a Ivone, pelo menos ela é feliz a ser enganada. E nisso invejo-a. Quem me dera acabar já com isto, com esta angustia, com tudo. Quem me dera que me matassem, mas sem fazer muito barulho, sem ninguem notar. Assim uma morte leve. Largava tudo, fugia para o Céu ou para o Inferno, eu sei lá o que mereco. Mereco ser feliz com tudo o que me faz viver bem, mas já que isso não é possivel, que morra e que comece de novo, noutra vida, como outra pessoa, com outra maneira de viver. Porque adoecer não muda nada, morrer muda tudo. E eu quero que mude, quero mudar de ares, aprender a viver de novo, aprender a ser melhor, quero saber desde o inicio que o mundo não é só coisas boas, eu sei que não sou perfeita, mas se der para ser, serei.
Quero que o momento X nunca chegue, e se chegar, pode não haver uma Ivone, mas não vou rezar que chegue uma Maria, uma parva dessas (...)
Fogo de vista, talvez
Não sei mais o que escrever, o que dizer, o que sentir. Está tudo encravado no meu coração mas não quer sair, não se quer mostrar. Eu amo-te. Sempre te amei, por todos aqueles momentos, todas aquelas parvoíces, futilidades, por todos os sorrisos e carinhos, abraços e beijinhos no pescoço que me davas, e não eram poucos. Quando disses-te a palavra mágica que me fez chorar bastante, perdi-me. Perdi-me nas recordações do meu olhar, do meu coração, porque sim, eu tenho coração, tu tens, acho que todos têm mas alguns não o querem mostrar, tal e qual como tu. Não achas que foi precipitado, demais, insensivel ? Não achas que podia ser para sempre ? Não achas que era a rapariga da tua vida ? Não achas ? Diz-me, não achas ? Eu acho. Quando te vi, no Beloura Shopping, com aquele camisola grossa da Pepe Jeans e aquele cabelinho á Elvis Prestley que me mata e a beber Sevenup numa terça á tarde, eu soube logo, eras tu. O puto charila com dezasseis anos, que encanto de moço. As minhas amigas disseram logo - estás doida? ele é horrivel - mas não interessa, eu achei-te unico, fantastico, lindo, o meu homem. Serás sempre o meu menino pequeno, com aquele brilho nos olhos... Porque Deus escreve direito por linhas tortas, e aqui aplica-se. Começámos por beijinhos e outras futilidades, depois, passou ás tardes interminaveis a ouvir aquela musica foleira que tu gostavas e que odiava com todas as letrinhas, depois eram noites só nossas com tudo a que tinhamos direito, depois pensámos em namorar, coisa muito rasca para a nossa idade, uma perda de tempo, dizias tu. Mas até gostas-te, porque sabias que se não quisesses arriscar dava-te uma que até andavas de esguia. Mas isso não interessa, o que interessa é que acabou, infelizmente. Nem sei como, nem porquê, nem onde, nem quando, nem sei se foi o certo ou o errado, nem sei se eras mesmo o que eu pensava, mas amo-te e não é pouco.
As minhas amigas que te conheciam bem, avisaram-me :
- Não sejas parva, eu conheco-o, ele não é o que parece!
- Ai Mariana, estás a ser tão burra!
- Ele está-te a usar, vai por mim sua estupida!
- Oh por amor de deus, tu andas com aquilo? Mata-te Mary!
Boas amigas que eu tinha não era? Mas chateei-me a sério com elas, porque naquela altura pensava que queriam me separar do Ruben, o meu granda amor. Disse-lhes que eram as piores amigas, que eu não merecia tal coisa e para esquecerem que eu existia, totalmente e inevitalmente.
Depois apercebi-me que quem estava mal era eu, ou melhor, era ele. Dava para ver que tinhas mudado, deixas-te de mandar mensagens a dizer palavras carinhosas, deixas-te de ir ao msn (agora sei, bloquiaste-me), deixas-te de esperar por mim ao Portão da escola ás quartas, deixaste-me pendurada naquela sexta feira que tinhamos combinado ir ver o Crepusculo, e, por fim, deixas-te de querer ir comigo fazer as nails que tanto amo fazer.
E é por estas e por outras, que vais ficar sozinho. Mas eu cá não me ralo, continuarei á tua espera, no Beloura Shopping a beber sevenup e até vou por o cabelinho á Elvis Prestley todas as terças á tarde, que é para me identificares logo á primeira, fogo de vista, talvez.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
aparências e costumes
As aparências iludem... E estou farta que o David venha connosco de férias. Eu compreendo que voces sejam muito amigos, mas já enjoa tanta amizade. Os homens sao diferentes das mulheres, elas podem ter aquelas amigas que passam ferias intermináveis mas eles têm os irmãos que saiem e que se embebedem com vodka e coisas do género. Coisa rara vinda de ti, nunca te vi chegar a casa com uma valente bebedeira, a sangrar de tanta porrada que apanhas-te ou que deste, nunca te vi ser um homem. E esse David é igual, um paneleiro daqueles bem fatelas. Infelizmente so agora vi isso, so agora me apercebi das tuas atitudes, so agora entendo que quando iam numa viagem de negocios era para comeres o David. Traiste-me com um homem? Isso nao passa pela cabeça de ninguem mas é a pura das verdades. Naquele dia no algarve, no dia em que o João fez um festão e todos se embebedaram e comeram até mais não tu ficas-te fechado no quarto com o David a tratar de uns negocios quaisqueres... Achei estranho porque era uma noite de festa... Embebedei-me á fartazana, e comi o Manuel, temos pena. Mais vale trair-te com um gajo do que com uma gaja. Não quero cá misturas.
Foi então que num fim de semana apanhei-vos abraçados com um ar suspeito, perguntei que estavam a fazer e tu respondeste-me que os amigos sao para estas coisas, para apoiar quando é preciso, o que é uma real estupidez. Tudo em ti é estupido! A tua maneira de falar, de mexer a mão, de rir, de andar, de vestir, de me amar... Eu so queria ser a tua mulher, a unica e a essencial , aquela com que tu contavas tudo e que chamavas de "chuchu".
Não sei porque é que estás diferente, ou te apaixonas-te pelo David ou não sei, porque que eu saiba nao se pode virar gay a meio da sua vida, nasce-se com essa orientação (que por sinal, detesto).
Sou racista, sou imatura, sou feia, sou gorda, sou egoista, sou medricas, sou convencida, sou mentirosa, sou parva, sou inconsciente, sou cabra, sou estupida, sou egocentrica, sou idiota, sou tudo, menos lésbica, neste caso, até podias ser de tudo menos homosexual, porque isso irrita-me, mete-me nojo.
O facto de seres tão obcecado por gravatas laranjas também ajudou a descobrir o que és na verdade. Porque é que não disses-te logo ? O que é que as pessoas vão dizer ? E a minha reputação ? E os nossos filhos ? E a tua familia ? Ah, claro, mas para isso já tu não tens cabeça, é só para outras coisas que não interessam a ninguém. Quando o casamento gay for aceite em Portugal eu quero ir ao vosso - teu e do David - porque sei que se amam bastante, e ainda bem para vocês, que sejam felizes juntos, já que nós nunca seremos. Mas, admite lá, naquela tarde em que fomos todos "sair" e tu levas-te aquela t-shirt super bimba (preta com letras rosa choque) e aquelas calcinhas á Mister Gay tu comes-te o David não comes-te ? Agora podes dizer, vou-te pedir o divorcio na mesma. E não venhas cá com tretas que eu não sou como a Sandra, uma burra que cai em tudo, que tem um par de cornos que já nem se aguenta em pé com tanto peso. Tu és gay, entende isso. Só não implantas um par de mamas porque não convém, porque se podesses e não ligasses ao que os outros dizem até fazias. Acho isso muita esquisito, pá. Mas okay, eu também te traí e tu sabes, eu contei-te. Tu é que não me contas que tens um caso com o David porque tens. 'Tá mais que óbvio. Só te deixo uma palavrinha no meio de tanta frase, meu caro, eu não sou o David, entende-te.
Foi então que num fim de semana apanhei-vos abraçados com um ar suspeito, perguntei que estavam a fazer e tu respondeste-me que os amigos sao para estas coisas, para apoiar quando é preciso, o que é uma real estupidez. Tudo em ti é estupido! A tua maneira de falar, de mexer a mão, de rir, de andar, de vestir, de me amar... Eu so queria ser a tua mulher, a unica e a essencial , aquela com que tu contavas tudo e que chamavas de "chuchu".
Não sei porque é que estás diferente, ou te apaixonas-te pelo David ou não sei, porque que eu saiba nao se pode virar gay a meio da sua vida, nasce-se com essa orientação (que por sinal, detesto).
Sou racista, sou imatura, sou feia, sou gorda, sou egoista, sou medricas, sou convencida, sou mentirosa, sou parva, sou inconsciente, sou cabra, sou estupida, sou egocentrica, sou idiota, sou tudo, menos lésbica, neste caso, até podias ser de tudo menos homosexual, porque isso irrita-me, mete-me nojo.
O facto de seres tão obcecado por gravatas laranjas também ajudou a descobrir o que és na verdade. Porque é que não disses-te logo ? O que é que as pessoas vão dizer ? E a minha reputação ? E os nossos filhos ? E a tua familia ? Ah, claro, mas para isso já tu não tens cabeça, é só para outras coisas que não interessam a ninguém. Quando o casamento gay for aceite em Portugal eu quero ir ao vosso - teu e do David - porque sei que se amam bastante, e ainda bem para vocês, que sejam felizes juntos, já que nós nunca seremos. Mas, admite lá, naquela tarde em que fomos todos "sair" e tu levas-te aquela t-shirt super bimba (preta com letras rosa choque) e aquelas calcinhas á Mister Gay tu comes-te o David não comes-te ? Agora podes dizer, vou-te pedir o divorcio na mesma. E não venhas cá com tretas que eu não sou como a Sandra, uma burra que cai em tudo, que tem um par de cornos que já nem se aguenta em pé com tanto peso. Tu és gay, entende isso. Só não implantas um par de mamas porque não convém, porque se podesses e não ligasses ao que os outros dizem até fazias. Acho isso muita esquisito, pá. Mas okay, eu também te traí e tu sabes, eu contei-te. Tu é que não me contas que tens um caso com o David porque tens. 'Tá mais que óbvio. Só te deixo uma palavrinha no meio de tanta frase, meu caro, eu não sou o David, entende-te.
um ser humano e tal
É sempre a mesma merda, sempre a mesma rotina. Chateamo-nos, discutimos e depois? Um beijo resolve tudo. Estou farta disso, estou farta de chegar a casa e ver a casa de pantanas, de nao te importares com nada e sobrar sempre para mim. Isso antigamente ainda colava mas em pleno século 21, meu amigo, já não encaixa lá muito bem. Estou farta de te ver ir almoçar fora e a cadela que faça tudo, o almoço para os filhos, que lave a loiça, que arrume a casa, que faça as camas, que prepare a merda do jantar que depois o mister come... Qualquer dia passo-me, deixo tudo, levo o guilherme e a sara comigo e nunca mais os vês, nem a eles nem a mim. Quero viver a minha vida, ter os meus amigos, sair, beber, deixar as crianças com a avó e divertir-me, porque mereco. Tu que te arranjes, já és homemzinho para isso... Somos ser humanos, tu és, eu sou, todos são, por isso trabalha, cozinha, limpa, faz tudo o que um ser humano faz porque eu aqui nao papo grupos. E se o Tio Rui nao fosse tao mesquinha, tao cromo e tao ganancioso a nossa vida poderia ser diferente, mas infelizmente, quando queremos e podemos ter a coisa que se quer, temos de nos habituar, de nos esforçarmos para perceber o outro, temos de nos arranjar como podemos para que dure uma vida e nao uma semana, que era o que tu merecias.
És um mimado, nao sabes o quanto a vida custa. Eu em pequena trabalhei, ia vender para a praça tudo o que aparecia para ganhar uns trocos e poder comprar a casa para o cão. Eu sei que é uma patetice mas eu sei o quanto custa a vida, o que custa saber que se quer uma coisa e nao a podemos ter porque Deus escreveu assim, erradamente. Mas temos de pensar que há situaçoes piores... Mas enfim, esta é a minha situaçao, a minha vida. E nao venhas para cá dizer que eu nao sou mulher para ti, porque antes nao dizias isso. Quando eramos "um", respeitavas as minhas cenas, e amavas-me como eu era. Agora mudas-te, nao cresces-te, ficas a meio da tua vida e nem queres saber de nós, da nossa familia que juras-te ser para sempre... Mas eu nao quero saber, eu vou viver, vou ser o que eu quero e tu que te preocupasses, porque eu sou o que sou e nao tenho de mudar porcausa de um filho da mãe mimado. Porque afinal tudo tem um fim, e a palavra para sempre é relativo. Tudo é relativo. Ser gordo ser magro, ser esperto ser burro, ser alto ser baixo, ser careca ser cabeludo, ser um ser dois, ser peixe ser macaco, ser giro ser feio, tudo.
Nao me peças desculpa, que eu vou fingir que nao te oiço, como quando fazes comigo e com os teus filhos quando queremos alguma coisa, nem que seja material, um carinho, um abraço, um beijinho de boa noite.
E quando vires que o mundo nao gira á tua volta, aí vais perceber que erras-te, que darias tudo para voltar atrás no tempo e ter sido outra pessoa, mas tens de saber que a ficçao e a vida real sao coisas totalmente diferentes. Isso so acontece nos filmes. E tu nao és o génio da lamparina verde e amarela. És um ser humano igual a todos os outros.
UM SER HUMANO.
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