segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

para quê

arriscar rios de amor, desperdiçar tempo percioso de uma vida curta e perder tudo de uma vez só? para quê deixar as pessoas tão á quem da realidade, fantasiando-as com sonhos ridiculos, que cego de amor, se acredita? porque não esperar pelo momento certo, na altura certa e á fracçao de segundo certa e apenas, reagir? num acto pequeno ou simples, sem grandes alaridos? para quê histórias bonitas em finais desvastosos, e porque não, histórias realistas com finais ainda mais realistas e com o mesmo devido amor? porque é que não abres o olho e percebes que que esses jogos manhosos já não pegam em pleno século vinto e um? a menos que, queiras enganar alguém com idade para ser tua mãe ou avó... aí já me mantenho de boca fechada.

sem ajustes



Bom era, se pusesses em prática todas essas expectativas!
Enquando fores um valente de papel e caneta, o galã do nada ou o caração transparente de um corpo visivel ao simples olho humano, de nada adiantará.
Ainda espero pelo principe encantador e sensivel, num cavalo branco e de armadura construida em base de ouro. Que não seja o aborrecido principe que chega no dito cavalo branco, já cansado de tantas voltas e de tantas histórias iguais em que participa, e tudo acontece em fracçoes de segundo. Ou mesmo aqueles principes tecnologicos que vão enchendo a caixa de correio electronico com frases de amor ou daqueles textos completamente melodramáticos e sem ponta de graça.
Quero um amor sem ajustes, que me caiba á medida.
Que me beije a testa com medo das precipitaçoes e com mais amor do que os proprios labios. Que me agarre pelos ombros e que me diga tudo o que sou e tudo o que mereco ser. Que me atira á cara os defeitos e as qualidades, que me aconchegue nos braços e que me abra uma janela mesmo que esteja 0 graus célsius. Que seja o meu sol em dias nublados e a minha lua em dias abafados, que seja o meu tempo e a minha nostalgia. Quero alguém capaz e com maneiras, que ponha em pratica tudo o que planeia.
Agora, faz de contas que isto nao passou de um desvaneio temporário e muda todos os contextos. Faz, só, com que eu acredite na tua história. Serei feliz com pouco, não preciso de excessos.
Bom era, se fosses assim!

sábado, 5 de dezembro de 2009

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Preciso de ti, razão de sempre.


Tenho sede de ti. Tenho uma vontade incontrolável de te ter. É como uma droga, mas mil vezes pior. Prefiro morrer a não te ter, prefiro pensar que te encontrarei no céu, do que estar aqui e saber que não estou completa, nem muito menos feliz. Estou aqui - pelo menos dizem que sim -, mas é como se não estivesse. Esqueci-me do meu nome, já só sei o teu. Esqueci-me de onde venho e onde estou, só sei o que tu és - alguém cuja alma me pertencia. Eras completamente meu, e eu era completamente tua. Ao partir, deixaste-me a morrer. Deixaste-me "aqui e ali" ao mesmo tempo, deixaste-me friamente sozinha. Vejo-te a cada movimente que dê, vejo-te e relembro como foi bom saber que estavas ao meu lado. Como foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, o dia em que te conheci. O dia em que entras-te para sempre, dentro de mim. O dia em que percebi, que nada igualara o sentimento que nutria por ti, que nunca tinha sentido por ninguém, o que até á data, sentia por ti. Era algo inexplicável, quase como impossivel. Não havia razão, nem explicação. Eras como mais do que metade de mim, eras como a minha alma, eras como a razão da minha existência. Até á data, nunca tinha notado isso a ninguém, nunca me tinha entregado a ninguém, como me entreguei, de corpo e alma, a ti. Nunca me tinha despido de preconceitos por ninguém, por alma alguma. E mais do que isso, eu dei-me a ti. E tu partis-te, sem motivo, sem explicação. Simplesmente, morres-te. Morres-te, apenas -como se fosse pouco - mas não foste só tu que morres-te. Mataste-me também, no dia em que deixei de ouvir o teu coração bater. Senti-me esmagada pela pressão das minhas próprias palavras, pelo tempo interminável que ficaria junto a ti. Eu morri - sinto isso, como sentia que eras meu - mas permaneço em Terra. Como é possivel? Estou aqui, mas não estou. Não tenho alma, tu levaste-a contigo. E nem que me dêm uma nova oportunidade de viver, uma nova razão - que nunca se igualaria a ti -, aproveito. Não quero estar aqui, sem ti. Não quero sentir, a cada piscar de olhos que dou, a vontade de te beijar, de dizer como és/foste/serás (sempre) a pessoa mais linda - ao meu ver - de todos os tempos e de todos os que viram. A unica pessoa, que com um olhar, dava-me a cada dia, uma nova razão para continuar a viver, para o meu coração continuar a bater. Parece mentira a maneira que eu te venero. Eu já nem digo amar, é mais do que isso. É algo que me faz abraçar-te e nunca mais - e repito, nunca mais - te largar.
Estou no mesmo sitio, sentada, á não sei quanto tempo. Vejo as estações do ano a mudar, vejo pessoas a sorrir todos os dias, a passear o seu animal de estimação e crianças a brincarem, e o mais doloroso - casais. E não tenho fome, nem sede, apenas de ti. Não quero ser feliz, sabendo que não estás aqui para me ver sorrir, não quero ninguém, só tu. Eu já nem quero a minha alma, fica com ela o tempo que quiseres. Só quero um sorriso teu, só quero viver e saber que estás aqui, sempre que eu fraquejar e me sentir sozinha. Saber que tudo o que fizer, vais-me apoiar e estar aqui se correr mal. Eu só te quero a ti! Tu, tu, tu, tu, tu. Mais nada importa, sem seres tu. E devo estar para aqui a repetir palavras como uma desesperada, e quem as estiver a ler, a se sentir estranhamente grata por existir. Pena, tenho a certeza. Mas não, não quero gente penosa sobre mim, eu só o quero. Não quero palavras cheias de conforto e talvez algum amor, nunca é o suficiente, nunca se igualará ao que eu sinto por ele, e ao que ele sentia por mim. Eu só não me mato, só não ilemino com o que resta de mim, porque não tenho força. Não sinto o corpo, não sinto o frio, nem o calor. Não sinto que estou aqui, mas sei que estou - porque se não estivesse, ele vinha ter comigo, com as suas asas que eu sempre vi, mas que agora o céu lhe deu. E eu juro que ganhava forças, não sei de onde, mas ganhava-as e correria até ele e, se a força assim me permitisse, abraçava-o como antes, e não o largava nunca mais. As palavras são o que ainda me resta e, ao ponto que estou, já nem sei o significado de algumas delas. Disparo-as como uma flexa, só. Não sei se sou rapaz ou rapariga, eu nem sei se sou humana ou uma máquina. Só sei que tive algures aqui dentro uma alma, e que a dei. Não me arrependo de completamente nada, só gostava de ir para onde ele foi, seja o sitio que for. Nem que seja o pior dos infernos, se o tiver a ele, para mim é mais que um paraíso, é um mundo perfeito onde só existimos nós os dois. É o que eu peço, só peço que me tirem daqui. Que façam de mim "gato-sapato" e que me levem para onde ele foi. Eu não faço cá nada, só ocupo mais um bocado de chão, á tempo indeterminado - eu nem sei se vivo na Terra - e, desperdiçado. Eu podia, neste momento, em vez de estar com os olhos - ou o que é o que me faz "ver" - postos no ar, estar com ele. Podia estar a abraçá-lo, podia estar a tê-lo. Podia voltar a sorrir, podia voltar a ter uma alma, que por mais pequena que podesse ser, me fizesse sentir completa. Que me fizesse sentir não só mais alguém a ocupar espaço, como a pessoa - objecto ou o que seja eu - mais feliz, mais grata pela vida, de todo o sempre, de todos os tempos até hoje, ou de todos os tempos que se seguiram.
Será um pedido assim tão grande, por alguém tão pequeno como eu, transferirem-me para onde ele está? Ou algo que ele tocou, sei lá, eu só o quero sentir.

Preciso de ti, razão de sempre.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

pequenos grandes sonhos - ou assim


No meio de tantos sonhos, apareces-te tu. Foste o maior, o que mais se destacou. Para mim, não passavas de um sonho que nunca iria ter o seu acordar.
Enganei-me redondamente quando finalmente percebi o porquê das rajadas de mau-humor, a má disposição subita e "inevitavel", como costumavas justificar.
Nunca soube porque te amava tanto, porque queria que nunca desaparecesses, porque desejava tanto que fizesses parte de mim, mais do que ninguém. E ao pensar nas coisas como realmente são, choro. Choro por saber que acordei, e que "inevitavelmente", acontece. Acontece a quem mais se prende, ás mais inseguras de si, ás que amam e que se prendem, sem crer.
Aconteceu-me a mim, e gostava que tivesse acontecido a ti também, aí, podiamos finalmente ser um. Um só. Não pedia mais que isso.
E eu não quero palavras, para que é que elas servem? Para expressar os sentimentos, no papel? Não podemos viver sempre desse modo, por entre sonhos e linhas de diários que têm sempre um cadeado.
Quem quer um pouco de realidade? Eu não vendo, mas sei quem venda e quem a tem a potes, tipo, sei lá. Tu?
Ainda me sinto fria quando não estás, ainda sinto o teu cheiro, por entre tantos aromas. Ainda sinto a tua presença, ainda sinto a tua leve palma a tocar-me no rosto, sinto como se fosse hoje, sinto como se ainda estivesses aqui, ao meu lado. Sinto o teu sorriso amarelo e esquecido, a fugir. Como um pequeno e grande sonho. E mesmo assim, tenho a consciencia que qualquer dia tenho de parar, e vou tentando uma vez ou outra por dia. Ninguém me obriga, mas eu sei que algures aqui dentro - do que quer que eu seija feita - está alguém que consegue - tudo -.
Quem sou eu, então? Não posso ser quem sou, uma simples sonhadora?
Apenas um humano que vive na Terra, e que fez a sua história com base em sonhos?
Sonhos que foram despertando lentamente, até que o pesadelo deu de caras, e fugiu - mas tenho plena consciencia.
Tenho medo que ele volte, e que seda como a futil rapariga que era - ou "inevitavelmente" sou - e que não tenha ninguém que me diga como sofri. Que me relembre como passei os ultimos tempos, como chorei ao vê-lo de longe, por entre memórias. Só tenho as palavras, as recordações.
Então afinal, sonhar e recordar é "inevitavelmente" bom. Basta sabermos quando acordar, quando a opçao é acertada, e quando ter medo de reagir.
Vou adoptar por essa maneira, pode ser que deixe de ser futil, e passe a ser conhecida como o nome que tenho. E não por um humano sonhador, a princesa da Terra Do Nunca.
Mas, inevitavelmente ainda te amo,
meu pequeno grande sonho.

fly away...


Suportas nas asas as cores do mundo,
Se tu consegues e és pequena e tão frágil, porque é que eu (que devo-te assustar mais do que nenhum dos animais que encaras todos os dias) não consigo suportar as lágrimas falsas e as cores inseguras que me sustentam?
Porque é que mesmo ao pousar a medo, pousas sempre? E a tua vida limita-se a um toque mais forte?
E eu que disponho de perlongados anos, que sou protegida por uma familia imensa, desejo, por vezes morrer por uma simples e unica vontade?
No final, somos todos borboletas. Só que ainda não sabemos. Ninguém nos mostrou como é bom suportar as cores do mundo e saber que morrer, pode ser hoje ou mesmo amanhã.
Elas vivem, por flores bonitas ou feias. Nós, vivemos por tudo o que é bonito, e acabamos muitas vezes, por trocar.
Não digas que a vida não te sorri, porque és tu que tens de sorrir para ela. Tal como borboletas livres e pequenas, também tu podes assentar onde te sentires bem. Não interessa o que aparentas e que roupa vestes. Porque, apesar das modas, tu és do Mundo e o Mundo é a tua cor.
Tem sub-sentido e tu percebes-te!
Obrigada pelas palavras, são o meu pequeno suporte.

Com amor & vontade,
Affs.

maravilhas á moda portuguesa

"Até és mais-ou-menos lindo"
Obrigada pelas palavras lindas, e os sorrisos por ti dados. Mas, agora vejo que não passas da pior pessoa á face da Terra. Obrigada pelas facadas que todos os dias me dás, fazendo-me lembrar desses olhares tranquilos e aconchegantes, que não passavam de murros no estômago. Vais ser sempre importante para mim, da pior maneira que encontrar.
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galinhas e afim

Já vi que ninguém é de ninguém, e raro é se devemos o que nunca possuimos. Estamos todos por Deus. É pena é que por ti nem Ele esteja, e ao mesmo tempo, pena? Têm as galinhas.
Com tantas lágrimas de corcodilo que aparentas nessa cara que nem de um humano merecia ser...
Fartei-me & larguei esse vício.
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