"Ultima entrada: 7 de Dezembro de 2009".
Não dei por ele, mas ele lá passou. Deve ter passado rápido ou eu é que ando a fazer da vida um sonho. Estamos no ano de 2011 e, embora de facto não pareca, posso dizer que este blogue tem anos. Anos, anos... Como passam, já dizia a minha santa avó, que tanto me ajuda.
Se formos a ver, o tempo passa depressa e ás vezes parece que é uma eternidade. Que concelho posso retirar? Vive a vida a 500km e rebenta com todas as escalas porque, pode parecer que não, mas vale tudo a pena. Tu aprendes, magoaste, dás por ti a fazer coisas que nunca outrora pensas-te e quando olhas para trás, já passou. Já nao volta, já aprendeste a lição e as lágrimas que escorreram na tua cara já secaram. As feridas que "ontem" pensavas nunca sararem, de facto sararam. De facto, deixaram de sangrar e tu deixas-te de chorar. A vida é mágica e alucinante!
Estamos sempre a evoluir, a crescer, a sonhar sobre aquilo que no momento é-nos tudo e principalmente, amamos. Amamos que até doi olhar para trás e ver o passado a escorregar entre os dedos. Doi muito levar com a porta na cara, mas ainda doi mais quando a fechas e deixas partir a maçaneta. Ficas presa num Mundo em que a unica coisa que vês é dor, sofrimento, desilusão e desistência. Toda a gente fecha a porta. A porta entre o lado "bom" e o lado "mau", o lado "sempre em cima" e o lado "sempre em baixo", tipo inverso - ou coisa que se pareça - mas completamenta diferente do habitual.
O pior disto tudo, da porta fechada, do tempo passado e da vida que rebenta a escala, é quando te habituas mal. Quando te habituas mal e sentes um vazio dentro de ti, é óbvio o que sentes. Tu sentes uma espécie de criancisse que te prende entre os dois Mundos, e é aí, que tens de dar uma volta de 360º sem nunca falhar, porque quando falhas, começa tudo de novo. Mas, se formos a ver, a culpa é daqueles que nos habituam mal. Fazem-nos pensar que a vida foi feita para raínhas e que merecemos aquilo que está á primeira vista. Não, não merecemos. Nós merecemos aquilo para o qual sujamos as mãos ou, até mesmo, o coração.
Arma poderosa que te pode atingir todos os pontos-chave do corpo e mente. Faz-te vomitar quando sentes repugnância, faz-te chorar quando estás muito alegre mas também te faz chorar quando estás muito triste. Faz-te gritar quando estás zangado e faz-te gemer quando o prazer quebra a consciencia.
Temos que saber ser mulheres suficientes para encarar as vontades egoístas dos homens mas temos também que ser homens suficientes para aturar as vontades caprichosas das mulheres. No fundo, um ser humano há-de sempre merecer um ser humano, independentemente da raça/religião, personalidade, vontade, origem ou cultura.
Somos todos um, ou somos todos ou nenhum.
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